sexta-feira, 24 de maio de 2013

Estudo dos Fluidos





Originariamente emprega-se o termo “fluido” para designar a força operante das curas, no tratamentos pelos passes e nas operações mediúnicas, como também para todas as formas de influenciação psíquica exterior sobre indivíduos, em presença ou à distância, em quaisquer circunstância, ainda, nos casos dos fenômenos provocados, com por exemplo, nos trabalhos comuns de efeitos físicos.

Realmente as influências em geral podem ser físicas ou psíquicas, sendo as primeiras, justamente, as que ocorrem por influência dos fluidos, enquanto que as últimas são do campo, também bastante vasto, dos agentes telepáticos, isto é, dos que operam as transmissões de ideias, pensamentos, impulsos, desejos, etc.

O Termo fluido é genérico e indica as emanações, as radiações físicas ou orgânicas provindas de outras pessoas no ambiente em que se situa o doente, ou de espíritos desencarnados.

O fluído provindo de uma pessoa encarnada nada mais é que magnetismo humano emanação de matéria orgânica, força animal existente ou decorrente da atividade das células que formam o corpo físico.
Este fluído, esta emanação podem ser ons ou maus, benéficos ou perniciosos, segundo a condição física ou moral do emissor, e concorrem a formar a auras individuais

Essa emissão pode ser voluntária ou involuntária, deliberada ou inconsciente. Um espírito inferior, desencarnado pode impregnar as pessoas de fluídos ruins, mórbidos, com sua simples aproximação, mesmo quando não tenha a ideia de fazê-lo e ignore o que está acontecendo.

A contaminação deliberada, muito mais maléfica que a anterior, transmite ao doente não só os próprios fluídos pesados do espírito inferior, com também o contingente psíquico complementar, representado pelos pensamentos e pelos desejos maléficos do emissor, movimentados pela vontade.

O mau fluído, dotado de vibração pesada e baixa, afeta os centros de força, destes passa ao plexos e ao sistema nervoso, atacando órgãos e produzindo pertubações psicossomáticas de inúmero aspectos e naturezas.

Há fluídos tão pesados, tão animalizados e impuros que possuem mau cheiro; além do mal que fazem quando se impregnam em nosso perispírito, causam repugnância e agem fortemente sobre os órgãos internos.

Os sensitivos ( Médiuns) mais que quaisquer outros , estão sujeitos ao recebimento constante desses fluídos e, se não procederem diariamente ao trabalhos de limpeza psíquica, acabarão por se tornarem vítimas crônicas e submissas de graves pertubações provindas da contaminação fluídica.

Os espíritos obsessores condensam fluídos até torná-los viciosos, fortemente aderentes e com eles envolvem as regiões ou órgãos que desejam atingir e até mesmo a aura toda da vítima, isolando esta completamente do meio exterior, nestes casos, e não havendo reações da parte desta, nem mesmo os próprios espíritos protetores podem agir socorrendo.

O passe dissolve esse visco e permite a penetração dos fluídos finos e luminosos que restabelecem as funções orgânicas.

O fluído bom, contrariamente, possui vibração elevada e pura que reconforta, estimula e cura as pertubações físicas e morais.
Por isso os médiuns e as pessoas que dão passes não devem ser viciadas no fumo, no álcool, etc,. Para que, juntamente com seu próprio fluído, não transfiram para os doentes as emanações naturais desses tóxicos, que produzem males inúmeros aos organismos doentes e sensíveis.

Também não devem dar passes quando estiverem doentes, fracos ou intoxicados por excessos de alimentação ou medicamentos, porque, da mesma forma, transferirão para os doentes esses venenos orgânicos.

E. ainda, quando estiverem espiritualmente perturbados, vitimados por encostos, obsessões, etc,.porque além de seus fluídos, já de si mesmo prejudiciais, ainda transferirão para o doente os fluídos maus dos espíritos perturbadores com os quais estejam em contato.

Os médiuns devem se purificar de coro e espírito, o mais que lhes for possível, para possuírem fluídos salutares e benéficos, com os quais poderão então efetuar curas verdadeiras.

Por outro lado, devem adotar o hábito de procederem em sí mesmos a um trabalho de auto limpeza, auto passe, para poderem compensar a inferioridade imanente, própria dos nossos corpos de carne, sujeitos a tantas imperfeições e impurezas.

Só assim terão êxito em suas tarefas e poderão cumprir a determinação do Divino Mestre quando disse: Ide e Pregai, socorrei aos aflitos e curai os enfermos em meu nome.


Edgard Armond
Passes e Radiações

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